VIAGENS

A Nossa Experiência Erasmus: Explorar a Europa Central e de Leste

Vista para a cidade de um miradouro em Tallinn

Começamos esta série de posts com uma carta de amor a Varsóvia, escrevemos um pouco mais sobre as nossas descobertas pela Polónia, e agora, neste último capítulo sobre Erasmus queremos partilhar convosco os sítios que visitamos pela Europa Central e de Leste! Uma vez que Portugal sempre foi a nossa casa, a mudança para a Polónia foi como um sonho tornado realidade em termos de possibilidades de viagem. Como sabem, Portugal apenas faz fronteira com Espanha, enquanto que a Polónia tem fronteira com sete (sim, sete!) países diferentes. Pusemos logo as nossas poupanças de parte para poder explorar e fomos acompanhados deste diário de viagens, para preencher com todos os nossos planos e aventuras.

Mais uma vez, este post nunca estaria completo sem primeiro agradecermos a todas as fantásticas pessoas que viajaram connosco e a todos aqueles que nos acolheram nas suas casas. Obrigado por enriquecerem as nossas viagens e por ajudarem as nossas poupanças a esticarem mais um pouco!

Bálticos (Tallinn, Riga e Vilnius)

Começamos por voar até Tallinn com a AirBaltic e retornamos a Varsóvia de camioneta pela Lux Express. Paramos em Riga e Vilnius pelo caminho, uma noite em cada sítio.

Mural inspirador em Tallinn
Cidade velha de Tallinn
Centro de Tallinn
Ópera de Riga num magnifico dia de Outono
Casas históricas na zona central de Riga
Rua no centro de Vilnius na Lituânia
Rui e um magnifico pôr do sol em Vilnius na Lituânia

Tallinn

A zona histórica de Tallin parece saída de um conto de fadas devido às suas calmas ruas medievais. Tallinn é uma capital movimentada, mas simultaneamente muito pacífica, algo que gostamos imenso. Estejam preparados para olhar imenso para cima! Não vão conseguir tirar os olhos de todas as casas e torres que parecem saídas de um filme da Disney.

Uma vez que tínhamos pouco tempo para visitar a cidade, não hesitamos em fazer uma Free Walking Tour, de forma a ficarmos a conhecer as atrações principais da cidade e a sua história. E desta Tour saiu o melhor conselho, um local para almoçar, num restaurante chamado Kompressor! Passamos aqui mais tempo do que devíamos a empanturrar-nos de porções gigantescas de panquecas, e acabamos por desperdiçar a luz do dia que restava (pisquem os olhos e acreditem que também vão perder!). Perder a luz do dia rapidamente se transformou em apanhar o elétrico errado e em visitar o Parque Kadriog durante a noite – não foi a ideia mais inteligente, acreditem!

Onde ficamos: Old Town Munkenhof, excelente localização e staff muito simpático!

Riga

Riga recebeu-nos de céu cinzento e com chuva a cair. De todo não o melhor tempo para explorar a cidade. Ainda assim, estávamos determinados em aproveitar ao máximo as 24 horas que tínhamo, mas a cidade não parecia querer ajudar. O nosso hostel era absolutamente terrível (acreditem, quando dizemos terrível, era mesmo a um nível assustador!), ao ponto de manchar por completo a nossa experiência na cidade. Não existe nada pior do que nos sentirmos inseguros, desconfortáveis e completamente enganados por pontuações falsas no Booking. No entanto, tentamos aproveitar da melhor forma o nosso tempo. O mercado central de Riga foi a nossa parte favorita e é sem dúvida um sítio que devem visitar durante a vossa viagem. Não apenas por estar repleto de deliciosos doces tradicionais, mas sobretudo porque tem uma estrutura espantosa do ponto de vista arquitectónico. Falando Escrevendo sobre a arquitectura, mantenham os vossos olhos bem abertos enquanto exploram pois a cidade está cheia de pérolas de Arte Nova.

Visitamos também o Museu da Ocupação da Letónia, que, apesar de pequeno, é muito informativo sobre a história do país. O custo de entrada no museu fica na consciência de cada um, uma vez que depende de doações voluntárias.

Onde ficamos: Cheapy Hostel, que felizmente já não dá para reservar (esperemos que nunca mais volte para nos assombrar a todos!)

Vilnius

Vilnius foi a maior surpresa da nossa viagem! A cidade é bastante pequena (tendo em conta que é uma capital), mas está cheia de coisas incríveis para visitar! Não, não têm de visitar todas as 28 igrejas da cidade… Mas pelo menos uma, a Igreja de Santa Ana e a Catedral da cidade são sem dúvida obrigatórias. Caminhem também um pouco pela belíssima zona histórica de Vilnius, e percam algum tempo a explorar a auto-proclamada República de Užupis. Este distrito, que até tem a sua própria constituição (têm de ver, é incrível!), está repleta de arte e artistas, e foi sem dúvida um dos lugares mais únicos que encontramos nas nossas viagens.

Acabamos o dia no topo da Torre Gediminas, a regalar os olhos com um pôr do sol incrível sobre a cidade. Se tiverem um pouco mais de tempo (e adorarem vistas como nós!), existe também uma vista épica sobre a cidade, que pode ser observada do monumento das Três Cruzes. Para aqueles que gostam mais de comer e adoram panquecas, recomendamos a visitar um dos três restaurantes chamado Gusto Blyninė que se encontram espalhados pela cidade. As opções são infinitas, de certeza que irão encontrar algo que vão adorar!

Vilnius foi um lembrete da nossa ignorância e de como existem infinitos lugares incríveis dos quais não temos conhecimento (por isso é que queremos ir a todo lado!). No fundo, viajar é aprender o quão pouco sabemos.

Onde ficamos: Hostel Jamaika, boa localização, boa onda e mobiliário bastante criativo!

Bratislava

Após 12 horas de viagem na Polski Bus a partir de Varsóvia, finalmente pousamos os nossos pés na capital da Eslováquia. Por esta altura, já tínhamos feito algumas viagens longas de autocarro, mas nunca tão longa como esta, especialmente durante o dia. Não vamos mentir, não foi uma viagem fácil, mas também não custou tanto quanto esperávamos! O que acabou até por ser mais difícil foi ir do autocarro até ao nosso hostel! Esta era uma altura em que o roaming na UE ainda não era de todo grátis (algo para contarmos aos nossos netos) e a única coisa para nos guiar que tínhamos eram printscreens bastante maus do Google Maps. Pelo caminho, encontramos também um hotel (não o nosso!) que gentilmente nos deu um mapa. Se fosse hoje em dia, teríamos certamente apanhado um Uber, mas éramos sem dúvida mais aventureiros poupados naquela altura.

Após uma boa noite de sono, estávamos prontos para explorar Bratislava. Começamos no Grassalkovich Palace em direção à zona histórica, até chegarmos à atração mais desejada por todos, o Castelo! A Europa está cheia de castelos, mas irão ficar surpreendidos com as suas diferenças, existe mesmo um sem fim de variedade! Já agora, alguém nos pode explicar a diferença entre palácios e castelos? Nós sabemos que estamos a fugir do tema, mas queremos mesmo saber isto!

O Castelo de Bratislava vale a visita por si só, mas para nós a melhor parte foi mesmo a vista para a cidade que encontramos. Num bom dia, conseguirão até ver outros países vizinhos. Num dia cinzento, o máximo que conseguimos ver foi o rio Danúbio e a bela Catedral de São Martinho (e já foi espetacular!). Durante a tarde, embarcamos em mais uma Free Walking Tour, que acabou na encantadora Igreja Azul.

Dica extra: a plataforma de observação UFO! Não tivemos oportunidade de ir, mas estamos desejosos de voltar e este miradouro é uma das principais razões!

Onde ficamos: Hostel Freddie Next to Mercury, conseguimos um apartamento a um excelente preço, decorado com um poster inspirador do Game of Thrones (Ned Stark para rei…ou não!)

Castelo de Bratislava uma das principais atrações da cidade
Igreja em Bratislava
Outono em ação em Bratislava na Eslováquia
Maria e a fantástica vista sobre o Danúbio em Bratislava na Eslováquia

Viena

Vienna é o exemplo de uma cidade da realeza, recheada de palácios imperiais de fazer cair o queixo. O nosso favorito foi o Palácio de Schönbrunn e os seus belos jardins. Adoramos também visitar o Belvedere, um palácio Barroco transformado em museu. No entanto, existem imensas atrações menos “clássicas” na cidade. Se adorarem luzes néon, ou apenas quiserem re-encenar uma cena do filme Before Sunrise, algum tempo no parque Prater é essencial. Para outras atividades coloridas, não devem perder a casa Hundertwasser, um dos muitos marcos arquitetónicos do país. Também encontramos imensas cores no Naschmarkt! Adoramos visitar mercados, e este é daqueles em que nos conseguimos sentar para uma refeição após regalar os olhos com toda a comida e especiarias das bancas. Se explorarem bem, podem até encontrar opções amigas de quem viaja com o dinheiro contado (uma raridade na cidade), mas também temos que acrescentar que não ficamos especialmente satisfeitos com aquilo que escolhemos para comer.

Como já devem saber, adoramos miradouros, e tentamos sempre ter uma vista geral sobre a cidade (por isso é que temos o Sparky agora!). Se forem como nós, aconselhamos uma visita à Catedral de Santo Estevão. Uma vez que do topo podem aproveitar uma vista panorâmica da cidade que vos irá deixar sem palavras.

Onde ficamos: Suite Hotel 900 m zur Oper, a mobília não se pode dizer que era moderna, mas pelo o preço era espetacular tendo em conta o normal na Áustria. A localização era perfeita!

Pôr do sol sobre o Palácio Schonbrunn em Viena na Austria
Maria a tentar ser princesa num dos muitos palácios de Viena
Outono no Palácio de Schonbrunn em Viena
Vista sobre Viena da Catedral de St Stephen

Berlim

Nas palavras de David Bowie, Berlim é “a maior extravaganza cultural possível de imaginar”. Existe um sem fim de coisas para ver em Berlim… é muito difícil decidir e planear o itinerário do que se quer ver. As boas notícias são que existe mesmo algo para todos os tipos de pessoas. Quer gostem de história, música, dança, desporto, comida… miradouros! Existe, sem dúvida, algo à vossa espera na capital da Alemanha!

Tentamos absorver um pouco de tudo nos dias que tivemos nesta cidade. Tanto foi o nosso esforço que tivemos de incluir um pouco de sesta num ou noutro museu pelo caminho. Desde o património real do Palácio de Charlottenburg, a natureza do Tiergarten, apreciar a arte e história do que sobrou do muro de Berlim, conseguimos ainda arranjar algum tempo para incluir um jogo de basquete na Mercedez-Benz Arena (Let’s go Alba!). Subimos também ao miradouro da Igreja Francesa no Gendarmenmarkt. Depois, recuperamos as energias com um carregamento de chocolates da Ritter Sport ChocoWorld. Sim, Berlim é também um destino perfeito para quem adora chocolate.

Ficamos deliciados com o tempo passado em Berlim e queremos imenso voltar (queremos sempre voltar a todo lado!) para explorar ainda mais. A primeira vez que visitamos qualquer cidade, tentamos sempre ver as atrações principais, e assim foi nesta viagem. No entanto, mal podemos esperar pela segunda visita de forma a explorar mais a fundo a cultura da cidade e a sua energia!

Onde ficamos: Happy go Lucky Hotel + Hostel, também conhecido como a primeira vez que tivemos um upgrade (de um quarto com casa de banho partilhada para um com casa de banho privada, oh yeah!) – algo difícil de esquecer (ou seremos só nós a valorizar isto?). De qualquer das maneiras, sítio super confortável, com boas áreas comuns e mesmo ao lado de transportes públicos.

Arte urbana no histórico muro de Berlim

Encantador Belvedere no Palácio de Charlottenburg em Berlim
Vista para a Torre da TV da Ilha dos Museus em Berlim
Rui a dormir num museu em Berlim

Praga

De todas as cidades que visitamos, Praga é a que nos mais faz lembrar Lisboa. Um sem fim de miradouros, belíssimos pôres do sol sobre telhados avermelhados e um mar de turistas.

Gostamos muito de Praga, mas sentimo-nos um pouco perdidos em relação ao que explorar para além das principais atrações turísticas. Apesar dos nossos esforços acabávamos sempre no meio da Charles Bridge a tentar desviar-nos de toda a gente, que de alguma forma também lá acabou.

Não nos entendam mal, esta ponte merece uma visita, apesar da imensidão de gente, mas da próxima vez, gostaríamos de explorar mais e perder menos tempo a ir dar a ponte (todos os caminhos vão dar a Roma à Charles Bridge). Acabamos, no entanto, por percorrer todos os clássicos: o Castelo, a bela praça principal da zona histórica, o mural do John Lennon, o bairro Judeu,… Visitamos ainda, adicionalmente, Petřín, uma das maiores zonas verdes da cidade. Aqui usamos o funicular de forma a obter uma vista ainda mais alta da Torre para a cidade. Apesar de a cidade estar repleta de diferentes miradouros, este foi o único que encontramos de onde é possível observar todos os monumentos da cidade.

Guardamos o melhor para o fim: Trdelník, um dos pastéis mais deliciosos que jamais irão comer. Polvilhado com açúcar e canela, e cozinhado sobre fogo, existe muita magia no que toca a confeccionar este maravilhoso doce. Se algum dia estiverem em Praga ou perto (existem variações parecidas nos países vizinhos) não hesitem! Provem pelo menos um Trdelník (mas fiquem avisados, depois do primeiro, não é fácil resistir aos seguintes!).

Vista para a cidade de Praga da icónica Charles Bridge
Selfie num espelho aleatório em Praga
Preparação de deliciosos Trdelink num mercado de Natal em Praga
Pôr do sol sobre a cidade de Praga coberta de telhados vermelhos

Viagem de Ano Novo (Suíça e Alemanha)

Celebramos o Natal em Portugal com as nossas famílias, onde planeamos este pequeno desvio antes de retornar a Varsóvia. Adoramos roadtrips e estas tornam-se especiais quando partilhadas com pessoas que não temos oportunidade de passar muito tempo com. Foram muitos os acontecimentos não planeados durante esta viagem (desde tempestades de neve, cozinhas por terminar e gripe). No entanto, não podíamos ter pedido uma forma melhor de começar 2014.

Vista do Munot sobre a cidade de Schaffhausen coberta de neve
Reflexões num museu em Zurique
Fonte congelada num dia gelado em Zurique
Magnífica imagem de inverno nas poderosas cascatas do renoCasa colorida em Stein am Rhein na SuíçaEncantadora cidade de Stein am Rhein na Suíça

Suíça (Schaffhausen, Zurique e Stein am Rhein)

Aterramos em Augsburgo, na Alemanha, e a cidade estava totalmente coberta de neve. Depois de uma noite de merecido descanso, alugamos um carro e aproveitamos para encher a mala de mercearias (são significativamente mais baratas do que do outro lado da fronteira). Conduzimos até à Suiça onde celebramos a passagem de ano. As ruas de Zurique estavam quase vazias no primeiro dia do ano, e tivemos que nos resguardar um pouco do frio (obrigado museu grátis do qual nunca chegamos a saber o nome). Fomos a Zurique à procura das vistas para a montanha, mas fomos recebidos por nevoeiro e fontes congeladas.

Schaffhausen foi a nossa base na Suiça, mas é sem dúvida uma cidade a explorar independentemente de onde fiquem. As vistas do Castelo são de perder o fôlego e a zona histórica merece umas horas de atenção. A não perder são também as Cataratas do Reno, que se formaram durante a última Idade do Gelo. Isto é, há cerca de 14 mil anos atrás…. não nos referimos ao filme de animação. A força da natureza deixa-nos sempre sem palavras.

A última cidade que visitamos na Suíça foi Stein am Rhein, a mais encantadora. As casas medievais são pintadas como perfeitas obras de arte! É uma cidade pequena, pelo que procurem um espaço para ela no vosso itinerário.

Alemanha (Augsburgo, Constance e Munique)

De volta à Alemanha paramos em Constance para almoçar, quando uma terrível tempestade de chuva (ai.. as maravilhas de viajar no inverno) nos impediu de explorar a cidade. De volta a Augsburgo, tivemos um jantar delicioso num restaurante chamado König von Flandern.

Já no último dia da nossa roadtrip, fomos explorar Munique.Começamos pelo Palácio de Nymphenburg. O inverno não é a melhor altura para esta visita, pois as estátuas e fontes estão tapadas devido ao frio. Ainda assim, conseguimos ver o suficiente para ter a certeza que vale a visita. No final, na cidade, acabamos apenas por ir aos sítios mais turísticos, como a Marienplatz e a Altes Rathaus.

Marienplatz a praça principal de Munique

Explorar a Europa Central e de Leste foi uma aventura única. Fizemos uso de todos os descontos para estudantes possíveis em comboios, encontramos as melhores ofertas da Polski Bus, e fomos cuidadosos a escolher onde ficar (com excepção de Riga!). No final, todas estas viagens acabaram por ficar bastante em conta e deram-nos a certeza que temos muito para explorar ainda! Todas estas aventuras nos mudaram. Não apenas porque somos capazes agora de passar mais de doze horas dentro de um autocarro (continua a não ser algo simpático), mas também porque o nosso desejo de verdadeiramente explorar o mundo se tornou infinito. Ganhamos ainda um amor especial pelos lugares pouco explorados, que não são vistos regularmente na capa de revistas (ou no Instagram!).

Já alguma vez exploraram a Europa Central e do Leste? Partilhem connosco as vossas aventuras!

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Europa: um continente cheio de lugares magníficos a explorar! Este artigo é dedicado a várias cidades a visitar no Centro e Leste Europeu! Acreditam, há muito para verem e conhecerem!
Europa: um continente cheio de lugares magníficos a explorar! Este artigo é dedicado a várias cidades a visitar no Centro e Leste Europeu! Acreditam, há muito para verem e conhecerem!

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